sábado, 13 de setembro de 2014

A Via Láctea

Se alguém dia você já se perguntou por que a Via Láctea teria recebido esse nome, você está prestes a conseguir a resposta. Emily Upton, uma das colunistas do site Today I Found It, publicou nessa semana uma análise interessante sobre a origem do nome da nossa galáxia e uma série de curiosidades a respeito dos diversos nomes que a Via Láctea teria recebido em outros países.
Traduzindo literalmente, Via Láctea nada mais é do que uma espécie de “estrada do leite”. Estranho, não é mesmo? Para esclarecer, a colunista explica que os romanos emprestaram esse nome dos gregos, que chamavam o nosso sistema estelar de “galaxias kyklos”, que seria algo como “ciclo do leite”. Curiosamente, esse mesmo nome criado pelos gregos também teria dado origem à palavra “galáxia”.

Não é possível saber ao certo quem teria inventado o nome, mas basta olhar para o céu para entender o que teria inspirado os gregos a batizar a galáxia dessa maneira. Se observado da Terra em uma cidade afastada e com poucas luzes, o céu exibe uma vista incrível de um rastro esbranquiçado e iluminado pelas estrelas, o que pode ser comparado a um caminho de leite.

Para reforçar a ideia, a mitologia grega conta que Zeus teria trazido Herácles para se alimentar no seio de Hera enquanto ela dormia. Confusa com a situação, afinal Herácles não era seu filho, Hera teria acordado enquanto Héracles era amamentado e o teria empurrado, fazendo com que algumas gotas de leite caíssem. Essas gotas de leite seriam a origem da galáxia de acordo com a visão de mundo dos gregos.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Espaçonave Terra


A sequência de vídeos é uma animação com dados e curiosidades sobre a Terra e sua jornada no sistema solar. É importante lembrar que é uma animação antiga, então será comum mencionar Plutão como um planeta, porém desde 2006, Plutão foi reclassificado como planeta-anão.
Com a construção de telescópios bem mais avançados, foi possível observar estruturas no sistema solar maiores que Plutão e que, portanto, pelo critério de tamanho também deveriam ser classificados como planeta, a exemplo, Eris descoberto em 2005 era maior que Plutão. Então, em 2006 houve uma assembleia na da IAU onde ficou decidido que Plutão deixaria de ser um planeta. Ele, Ceres e Eris foram denominados planetas anões.


terça-feira, 3 de junho de 2014

Antes de sair beijando todo mundo por aí: Já ouviu falar na doença do beijo?


A doença do beijo, também chamada de Mononucleose Infecciosa (MI) é uma infecção viral comum e costuma ocorrer entre os adolescentes, quando despertam para a vida sexual. Principalmente entre quem costuma "trocar saliva" com diversas pessoas. A maior causa de MI (80% dos casos) é o vírus Epstein-Barr (EBV) ou o Vírus 4 de Herpes Humano. O EBV é um membro da família do vírus de herpes.
Os sintomas são febre, inflamação da garganta e linfadenopatia (glândulas linfáticas inchadas, especialmente no pescoço). A fadiga está geralmente presente e pode permanecer durante vários meses.
A mononucleose infecciosa é geralmente transmitida através do contato próximo de pessoa a pessoa. A saliva é o método primário de transmissão. A mononucleose infecciosa desenvolveu o seu nome comum de "doença do beijo" devido à sua forma prevalente de transmissão entre os adolescentes e os adultos novos, e ocorre na maior parte das vezes entre os 15 e os 17 anos. No entanto, a infecção pode desenvolver-se em qualquer idade.Prevenção: O período de incubação varia de 4 a 6 semanas. A duração da doença varia, fase aguda incluída, aproximadamente, duas semanas. Para prevenir a transmissão, o beijo e o contato próximo com pessoas infectadas devem ser evitados.Tratamento: Não há tratamento específico, a não ser apenas tratar os sintomas. É aconselhado o repouso e a atividade extenuante deve ser evitada. A grande maioria das pessoas com mononucleose infecciosa pode esperar por uma recuperação completa, e é muito raro ser novamente infectado.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Filhote de Canguru

Os cangurus são grandes mamíferos marsupiais nativos da Austrália. Eles desenvolveram uma série de adaptações, tais como pernas traseiras fortes, ao longo de sua evolução. Eles também apresentam várias adaptações de reprodução, incluindo a capacidade de produzir descendentes durante todo o ano. As fêmeas podem carregar os embriões em fases distintas de desenvolvimento ao mesmo tempo. Os machos acasalam-se com várias fêmeas e tentam impedir que outros machos os alcancem. Os machos competem pelas oportunidades de acasalamento ao morder, socar e chutar. 
O período de gestação é curto e dura aproximadamente 33 dias.  Os recém-nascidos ainda não estão completamente formados e pela foto, nem lembram tanto um canguru adulto, mas  possuem membros adaptados para rastejar no corpo da mãe, atingindo a bolsa, onde se ligam a uma mama. Eles levam cerca de 70 dias sem sair da bolsa, onde terminam o desenvolvimento. 
Esta bolsa recebe o nome de marsupium, por isso são chamados de marsupiais. É nela que ficará o filhote do canguru até completar seu desenvolvimento,  depois de sair da bolsa pela primeira vez, os filhotes ainda voltam para a bolsa para se alimentar por cerca de um ano.
No link abaixo há um artigo sobre os marsupiais brasileiros, não são os famosos cangurus, mas podem conferir dando uma olhadinha lá, o que eles tem em comum!

sexta-feira, 16 de maio de 2014


Brasileiros descobrem novas estruturas no cérebro
Cientistas do Rio descobriram dois feixes alternativos de neurônios que conectam os hemisférios de pessoas que nascem sem o corpo caloso no cérebro. Estudo foi publicado na revista PNAS.
Herton Escobar / O Estado de S. Paulo
Cientistas brasileiros podem ter resolvido um mistério de certa forma “fantasmagórico”, que assombra anatomistas e neurocientistas há quase meio século: Como informações são transmitidas de um hemisfério para outro no cérebro de pessoas que nascem sem o corpo caloso?
O corpo caloso, para entender o mistério, é uma estrutura fundamental que conecta os dois hemisférios do cérebro (esquerdo e direito) como uma ponte de cabos neuronais (axônios), através dos quais as informações transitam de um lado para outro do órgão conforme necessário. Essa ponte não chega a ser vital — pois há pessoas que nascem e vivem naturalmente sem ela –, mas é extremamente importante para o funcionamento normal do cérebro.
Pessoas que tiveram o corpo caloso cortado cirurgicamente — algo que se fazia no passado, como tentativa de tratamento para uma série de distúrbios psíquicos e epilepsia — sofrem com uma série de sequelas. Entre elas, a incapacidade de verbalizar o nome de objetos que são tocados com a mão esquerda, porque o reconhecimento tátil do objeto é processado pelo hemisfério direito, mas a fala é controlada primordialmente pelo hemisfério esquerdo, e o sinal não consegue passar de um lado para outro. Ou seja, o paciente segura o objeto e o reconhece com o hemisfério direito, mas não é capaz de dizer seu nome com o hemisfério esquerdo, porque a informação tátil que é gerada de um lado não consegue se conectar com a região de processamento da fala do outro lado.
No final da década de 1960, porém, o neurocientista Roger Sperry descobriu que pessoas que já nascem sem o corpo caloso não têm esse problema: elas podem reconhecer e falar o nome de qualquer objeto, independentemente da mão que estejam usando para segurá-lo. Ótimo! Mas como? Ninguém sabia dizer como um hemisfério se comunicava com o outro na ausência do corpo caloso, e isso ficou conhecido desde então como o “paradoxo de Sperry”.
Agora, pesquisadores brasileiros ligados principalmente ao Instituto D’Or e à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) parecem ter finalmente resolvido esse paradoxo. Eles investigaram o cérebro de pacientes com disgenesia (ausência congênita) do corpo caloso e descobriram que eles possuem duas “pontes” alternativas de cabeamento neuronal, que transferem informações de um hemisfério para outro — restaurando assim, ao menos parcialmente, as funções normalmente executadas pelo corpo caloso. A descoberta foi feita por meio de técnicas avançadas de imageamento (ressonância magnética funcional e imagem do tensor de difusão). Ninguém teve seu cérebro cortado para isso.
Rotas alternativas. Esses feixes não existem nas pessoas normais, segundo a pesquisadora Fernanda Tovar-Moll, que assina o trabalho como primeira autora na edição desta semana da revistaPNAS (link para o estudo: http://migre.me/jaHEV). “São vias alternativas que se formam no cérebro desses pacientes para compensar a ausência do corpo caloso”, disse ela ao Estado.
A exemplo do corpo caloso, essas vias alternativas são construídas de aglomerados de axônios, mas não foi possível estimar quantas “fibras” estão presentes em cada feixe (o corpo caloso tem aproximadamente 200 milhões de axônios). “Para calcular isso seria preciso fazer uma análise do cérebro pós-morte”, explica Fernanda. A espessura dos feixes, segundo ela, varia de um paciente para outro, mas eles têm mais ou menos “o calibre de uma caneta”. Ou seja, são estruturas robustas, que poderiam ser facilmente dissecadas com um bisturi.
Seja qual for o número de axônios dentro deles, a funcionalidade dos feixes foi comprovada pelos testes de reconhecimento tátil de objetos, nos quais os pacientes sem corpo caloso se saíram tão bem quanto os indivíduos sadios (controle), segundo o estudo.
Foram avaliados seis pacientes com disgenesia do corpo caloso, de ambos os sexos, com idades entre 6 e 33 anos. Todos tinham os dois feixes alternativos no cérebro, aparentemente desde o nascimento. Os cientistas especulam que os feixes sejam formados ainda nos estágios iniciais do desenvolvimento embrionário, quando a plasticidade anatômica do cérebro ainda é bastante alta, como forma de compensar a ausência do corpo caloso.
O que não significa, necessariamente, que o problema esteja resolvido desde o início. As manifestações clínicas da ausência do corpo caloso nos adultos variam muito: desde casos de retardo mental severo até casos aparentemente assintomáticos. “Tem gente que não sabe de nada, vai fazer uma ressonância por causa de uma dor de cabeça e descobre que não tem corpo caloso”, relata Fernanda. “Os efeitos são extremamente variáveis.” E os cientistas não sabem explicar porquê.
Ou seja: um paradoxo foi resolvido, mas ainda há muitos mistérios para se pesquisar. Imagine só!”

Fonte:ESCOBAR, Herton.  Brasileiros descobrem novas estruturas no cérebro. In http://blogs.estadao.com.br/herton-escobar/brasileiros-descobrem-novas-estruturas-no-cerebro.  Acesso em 13/05/2014.